Thursday, 1 October 2009

O meu quarto...

Sabendo que pais que são pais têm curiosidade em saber onde dorme e come o seu filho, eis as primeiras fotos da minha monástica e humilde habitação, mas onde me sinto muito muito bem:




Kyungho

Tive sorte com o meu flatmate sul-coreano. Entendemo-nos muito bem. Ontem, estava a cozinhar o meu jantar, acabei por dividir com ele, e "foi a melhor refeição que já comi em Berlim" foram as palavras dele! Estivemos a comer e a beber com bom vinho, à conversa, depois a ver as fotos da minha viagem pelo Sudeste Asiático, que ele tinha curiosidade de ver. Fez-se tarde, mas foi muito bom.
Ele é um tipo pacato, acaba por estar com a malta só quando o arrasto, de resto é um tipo caseiro e calmo. Tenho de tirar uma foto com ele para vos apresentar, bem como ao resto da malta que vai compondo a minha paisagem humana.
Não tenho assim ainda grandes grandes amigos, claro, até por feitio, sou o tipo que fala com toda a gente da turma e se senta sempre ao pé de gente diferente, tem sido assim. Mas alguns elementos começam a destacar-se, que apresentarei aos poucos!
Aqui fica uma foto do grupo. O Kyungho é o tipo de branco mais à esquerda!

Ainda em alta rotação...

Sim, a energia ainda não me largou. Hoje acordei às 7h50 e fui correr, depois banho e vamos embora para o primeiro dia de aulas na Humboldt Universitat!! esta semana e a próxima, aulas introdutórias de preparação a econometria e matemática. Matemática bastante fácil, economitria também acessível até agora, mas útil. Almoço rápido (sim, eu almocei em menos de uma hora!!! teve de ser!) entre as aulas. Foram 6 horas de aulas, vir a casa comer qualquer coisa, e lá fui eu inaugurar a temporada de concertos a preços reduzidos de estudante na grande Berliner Philarmonie...

... a Gulbenkian cá do sítio e que, a julgar pela programação, me vai ter como visita mais ou menos regular. Amanhã lá estarei: o Daniel Baremboim vem tocar os dois concertos para piano e orquestra de Chopin, não é brincadeira que se perca!
Infelizmente, é um bocado longe de minha casa (mas dá para ler no tram e no U-bahn, o que foi bom! Estou a gostar agora bastante da Imortalidade, do Sr. Kundera), portanto já cheguei a casa depois das onze e fui jantar, acabando pouco depois da meia noite. Hoje havia uma grande festa internacional, mas o concerto puxou muito mais por mim.
Amanhã, aulas às nove! Portanto, caminha ler qualquer coisa e dormir!
PS: de um dia para o outro, abateu-se um frio do caraças!!! Isto em Dezembro vai ser de estalar os ossos, estou a ver!

Sunday, 27 September 2009

Pequenos gestos....

... sempre me conquistaram. Coisas pequenas, tão simples como a senhora onde duas ou três vezes comprei comida feita, que não fala uma palavra de ingês, que depois de eu pagar me foi pôr um bocado de tomate e pepino no prato. Ou a rapariga do flee market (preciso de tradutor) que me ofereceu um saco para pôr os pratos e copos que levava na mão, acabadinhos de comprar neste monumental mercado num jardim, um ambiente verdadeiramente espectacular. Tudo se compra e tudo se vende, é todos os Domingos e acho que é lá que me irei abastecer. Gosto desta ideia de re-utilizar coisas a quem um outro alguém já conferiu a sua história. Gosto dos meus pratos de loiça, que dizem em baixo "República Democrática Alemã". E vou lá comprar a minha bicicleta.
Já em Erasmus tinha quebrado o preconceito face aos alemães, de serem frios e antipáticos. Só posso dizer que toda a gente tem sido extraordinariamente simpática para comigo na rua. Tem sido difícil evitar andar com um sorriso na cara na rua. E eu tenho arriscado mesmo muito, pergunto tudo na rua quando em busca de todas as coisas de que andava à procura: piano, mercados, campo futebol, concertos, etc.
Em suma, até agora, tenho-me sentido mesmo bem aqui!

You should take some rest...

...disse-me hoje o meu flatmate sul-coreano, Kyungho, quando estava de saída de casa. Tem alguma razão na medida em que a minha primeira semana em Berlim foi mesmo em alta-rotação. Como eu gosto. Uma vontade enorme de descobrir muito: um piano para estudar, um campo de futebol para jogar, um site para saber o que se passa em Berlim, coisas para a casa, mercados, salas de concerto. Entrecortado com toda a burocracia alemã (contrato de residência, autorização de permanência junto da polícia, matrícula na faculdade, conta bancária, telemóvel, seguro de saúde obrigatório) e das sessões de acolhimento organizadas pela faculdade.
Desde que cheguei ao aeroporto, tudo o que é relacinado com a faculdade impecavelmente organizado. Sem a mínima fricção ou dificuldade. Explicação detalhada sobre como chegar ao meu dorm, e todos os passos que teria de dar esta semana.
A primeira semana, correu muito, muito bem! Venha outra!

Thursday, 10 September 2009

Monday, 7 September 2009

Cinco imagens do meu Verão!


Casamento da Mariana, do Conservatório. Uma festa que voltou a juntar uma parte razoável do grande grupo que compôs o ano mais extraordinário da minha vida (ano sabático dedicado ao piano) de incansável descoberta e incontida felicidade.


Mais um Farinha a caminho! Caramba, vou ser tio!!


Grande camarada, companheiro de viagem pelo Sudeste Asiático. Vencemos de bicicleta os 30 quilómetros que separam Luang Prabang das Cataratas Kuang Si (Laos), mas é só uma metáfora de tudo o mais que vencemos e conquistámos nesta viagem e com esta viagem!


Em 1511, os portugueses conquistaram Malaca. Foram expulsos pelos holandeses, em 1641. Em 2009, EU conquistei Malaca. Já sozinho, na parte final da viagem, memórias de noites mágicas à beira-rio em jam sessions bizarras e improvisos extraordinários com este grande guitarrista e amigo malaio de nome Azmi, e as restante pessoas que marcaram a paisagem humana de Malaca para mim. Melaka Riverside Surfing, o Tejo Bar da Malásia.


Ilha Terceira, Açores. Já me tinha esquecido como era feliz nos Verões que aqui passava. Não ia lá há 11 anos.. Voltar foi perturbador, demasiado bom. Esta ilha faz-me mesmo bem. Fiz um baptismo de mergulho, peixes de 1001 cores, divinal! Pensei demasiado em como gostaria de viver aqui, e a ideia continua a arranhar-me com força.